Bioleninismo, o Primeiro Passo

Por: Spandrell

Traduzido por Adamastor

A guerra durante a Idade do Bronze costumava se tratar de grandes lordes correndo em suas carruagens, atirando flechas aqui e ali, e então andando a pé e se envolvendo em duelos. Os Samurais de outrora também fizeram isso. Eles iriam em seus cavalos, gritando quem eles eram, qual era seu clã, seu pedigree. Mas, eventualmente, alguém descobriu que ganhar uma guerra é muito lucrativo. Então eles simplesmente iriam levantar um grande exército de plebeus, dar a eles armamento barato, um escudo barato, treiná-los a fazê-los ter uma disciplina firme como pedra. E eles venceriam. Uma equipe disciplinada sempre vence contra o mais talentoso dos homens.

A teoria da democracia era que pessoas ricas, com o tempo livre para se educarem sobre políticas públicas e com interesses financeiros no governo da nação, concorreriam a cargos individuais, representariam seus eleitores, seriam reeleitos se realizassem bem os seus trabalhos e substituídos se não o fizessem. Mas as leis são aprovadas com o voto da maioria. Então uma pessoa percebeu que conseguir o voto da maioria era muito lucrativo; então colocaram dinheiro para tentar organizar fielmente metade do parlamento. E então nós temos os partidos políticos. Um partido político é uma fera bem diferente de um político individual. Um partido político não tem utilidade para pessoas ricas. Bem, o dinheiro deles é bem-vindo: mas pessoas ricas tendem a não ser tão reais. Eles não podem se dar ao luxo de ter uma personalidade. Como um líder político, os políticos são seus empregados. Você não precisa arranjar pessoas muito talentosas ou competentes. Eles somente precisam ser leais, obedientes e terem certa capacidade para serem eleitos. É de ajuda se eles puderem falar bem. Terem uma boa aparência na TV. Mas é só isso. Você quer pessoas que sejam leais, que irão votar o que você quer que eles votem. Como Roissy diria, um homem, ou uma mulher, é tão leal quanto as suas opções. Então, o político ideal é o homem que não tem nada o apoiando. Alguém que, para ele, se tornar um político seria a melhor coisa que ele poderia alcançar. Alguém que soubesse certamente que, se ele saísse do partido, seu status cairia. Digamos, Marco Rubio. Ele vai jogar o jogo. É melhor que ele jogue.

Qualquer sistema governado por partidos políticos tenderá a se mover para a esquerda. Seus modelos de negócio são baseados em conseguir pessoas de baixos status para trabalharem para eles. Obviamente, eles têm de dar a eles algo em troca. E eles têm de motivar os eleitores para votarem neles. A promessa é simples: vós, pessoas de baixo status, nos ajudem, votem em nós, obedeçam aos nossos comandos, e nós vos daremos status maiores. Não votem em nós, nos desobedeçam, deixem a direita ganhar, e vocês continuarão a ter baixos status. Uma vez que a esquerda ganha, o que ela sempre faz, porque eles são mais organizados, mais capazes de formar maiorias em comparação aos picaretas ricos que não têm razão nenhuma para se coordenarem. Pessoas de muito status estiveram no lado perdedor na política por 300 anos. E daí? Eles ainda são ricos. A vida é boa. Sim, os impostos são maiores. E as mulheres são incomparavelmente mais irritantes. Mas eles aturam isso melhor agora, então é isso aí. Enfim, quem se importa. O filho também ascende.

A esquerda sempre vence. Mas, assim que eles vencem, eles ganham maiores status. Vamos lá, eles têm o poder. Eles tentam, tentam com muito esforço, convencer a todos que eles não estão realmente no poder. Não, as forças da reação estão à espreita em todos os lugares! Nós devemos continuar a lutar! 80% da energia da esquerda está em produzir propaganda sobre como a direita realmente comanda tudo. Quando a esquerda tinha 90% das taxas dos impostos, eles ainda falavam como se estivessem no mundo do Charles Dickens. Depois de 60 anos de feminismo, ações afirmativas (cotas raciais), e de judeus em todos os recantos do poder, a esquerda de 2017 está obsecada com o “racismo sistemático”, a “masculinidade tóxica” e com o “anti-semitismo”. Certo.

Mas é claro que a esquerda esteve no poder faz 200 anos até agora. Uma vez que eles conseguiram o poder, eles gostaram de seus altos status conseguidos a duras lutas. Naturalmente, eles perderam disciplina, até que outro partido mais à esquerda aparecesse e vencesse. E por aí foi e vai. Cthulhu sempre nada para a esquerda. Aí é onde o poder está. Primeiro eles capturaram o sistema eleitoral. Isso foi, sem dúvida, o mais fácil. Mas o poder não está apenas no parlamento. A separação dos poderes é, ou pelo menos era, real. Um parlamento pode aprovar uma lei. O executivo pode atrasá-la ou simplesmente ignorar sua execução. Um juiz pode achar ou criar uma falha na lei e então bloqueá-la. Não importa ter a maioria legislativa, tendo a habilidade de aprovar leis como quiser, se você não pode efetivamente pô-las em prática. O poder é poder absoluto ou então não é poder.

Mas há uma vontade, há um caminho. E sempre há alguém com uma fome de poder. Eventualmente, a esquerda encontrou um caminho. Bem, dois caminhos. Fiquem ligados.

Artigo Original: https://spandrell.com/2017/12/13/bioleninism-the-first-step/

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